Festival reiterou o poder de artistas veteranos ao mesmo tempo em que deu voz a nomes emergentes no universo pop nacional.

Rock in Rio 2019 – Foram 29 shows protagonizados por artistas brasileiros nos palcos Sunset e Mundo ao longo dos sete dias do Rock in Rio 2019.

Coube a Lulu Santos, rei do pop nacional dos anos 1980, encerrar essa programação robusta que atestou o vigor e a diversidade do som produzido na cena musical contemporânea do Brasil.

O Rock in Rio 2019 abriu espaço para artistas consagrados como o próprio Lulu – escalado para show apresentado no palco Sunset na noite de domingo, 6 de outubro, com a presença anunciada de Silva e a aparição-surpresa de Priscila Tossan – ao mesmo tempo em que deu voz a nomes em ascensão.

Lellê (que abriu a programação nacional em 27 de setembro com apresentação que deu o tom engajado de boa parte dos shows do festival), Iza, Emicida, Projota, Melim, Anitta, Nervosa (trio feminino de thrash que sobressaiu no dia dedicado ao metal), O Terno e Anavitória foram alguns nomes que seduziram os respectivos públicos com shows feitos no Rock in Rio 2019.

Lellê no show que abriu a programação nacional do Rock in Rio 2019 em 27 de setembro — Foto: Jorge Hely / Framephoto / Estadão Conteúdo
Lellê no show que abriu a programação nacional do Rock in Rio 2019 em 27 de setembro — Foto: Jorge Hely / Framephoto / Estadão Conteúdo

Com antenada curadoria de Zé Ricardo, o palco Sunset reiterou a crescente importância ao longo da oitava edição carioca do festival. Se o palco Mundo comprovou o poder de veteranos como o trio Paralamas do Sucesso e a cantora Ivete Sangalo, o Sunset mostrou que “o novo sempre vem”, como sentenciou Belchior (1946 – 2017) em verso de música de 1976, e mereceu a atenção do público do Rock in Rio 2019.

Somente um show nacional do Sunset, o da banda Plutão Já Foi Planeta, surtiu pouco ou nenhum efeito na plateia do Rock in Rio 2019.

Para quem ama (somente) o passado da MPB, talvez seja difícil aceitar ou mesmo entender que há público ávido por ouvir o indie-rock do trio O Terno, o rap de Emicida, o pop black de Iza, o funk e o industrializado pop latino de Anitta e até o pop teen do trio Melim.

A lição deixada pelo Rock in Rio 2019 é que o mercado da música brasileira opera em nichos. E que há público para todos os nichos, inclusive para as reluzentes estrelas da MPB, que continuam em cena com plateias fiéis.

Diversidade é a palavra-chave que abre o entendimento da máquina da indústria pop, acionada a todo vapor no Rock in Rio 2019 com forte adesão popular. Que venha o Rock in Rio 2021!