Cantora apresenta as últimas três músicas de disco revelado em EPs editados entre abril e julho.

Mariana Aydar revela na sexta-feira, 6 de dezembro, as últimas três faixas inéditas que compõem o repertório do sexto álbum da cantora e compositora paulistana, Veia nordestina, produzido por Marcio Arantes.

O álbum foi paulatinamente apresentado em sequência de três EPs lançados entre abril e julho com três músicas, cada um.

Capa do álbum 'Veia nordestina', de Mariana Aydar — Foto: Ilustrações de Dani Acioly Capa do álbum 'Veia nordestina', de Mariana Aydar — Foto: Ilustrações de Dani Acioly

Capa do álbum ‘Veia nordestina’, de Mariana Aydar — Foto: Ilustrações de Dani Acioly

Das três faixas que permaneciam inéditas, uma é a regravação de Espumas ao vento (1997), o maior sucesso do cancioneiro autoral de Accioly Neto (1950 – 2000), compositor goiano de vivência pernambucana. Aydar desacelera o ritmo da composição, soprando Espumas ao vento como balada pop, com direito ao toque encorpado da guitarra de Guilherme Held.

Mais dentro do eixo nordestino em que pulsa o disco, Venha ver é mix de arrocha e xote de autoria de Anastácia em parceria com Liane. A música bomba na batida eletrônica orquestrada pelo produtor Marcio Arantes, piloto do MPC, do baixo synth e das programações sobressalentes na gravação.

Anastácia, para quem não liga o nome ao som, é a cantora e compositora pernambucana que foi parceira de Dominguinhos (1941 – 2013) na vida e na música. Mariana Aydar conviveu com Dominguinhos e chegou a documentar o legado do artista em filme.

Mariana Aydar canta arrocha de autoria de Anastácia no disco produzido por Marcio Arantes — Foto: Autumn Sonnichsen / Divulgação
Mariana Aydar canta arrocha de autoria de Anastácia no disco produzido por Marcio Arantes — Foto: Autumn Sonnichsen / Divulgação

Por isso, faz todo sentido que o álbum Veia nordestina termine com saudação ao cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano.

Pontuada pelo toque do acordeom de Mestrinho, a gravação da canção autoral Para Dominguinhos flagra Mariana Aydar imersa em sertão inundado de saudade de artista que, de certa forma, parece ter servido de norte para a cantora seguir o pulso da veia nordestina.

Essa veia oxigena álbum que dá tom contemporâneo a músicas abrigadas sob o arco rítmico dos gêneros genericamente rotulados como forró ao mesmo tempo em que se alimenta dessas ricas tradições musicais da nação nordestina.