Em fevereiro de 2018, um ano e meio após ter dado à luz a primeira filha, Madalena, nascida em agosto de 2016, Pitty anunciou que começava a gestar o quinto álbum solo de estúdio. Na ocasião, a previsão era a de que o disco fosse gravado e lançado ao longo de 2018.

Decorrido um ano desse anúncio inicial, a cantora e compositora baiana confirma a edição do álbum para abril de 2019 pela gravadora Deck. O álbum está pronto e se chama Matriz, mesmo nome da turnê iniciada em agosto e ainda em rotação pelas principais cidades do Brasil.

O álbum Matriz foi gravado entre estúdios das cidades de Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). A escala na capital da Bahia está em sintonia com a intenção da artista de revisitar as origens. Atualmente com 41 anos, Pitty – cabe lembrar – nasceu e viveu em Salvador (BA) até os 23 anos.

“Metaforizando, é como a história de uma blueswoman que sai da plantação de algodão, bota a viola no saco e vai tentar a vida na cidade grande. É uma espécie de retorno de um autoexílio estético e cultural, e isso somente é possível hoje por vários motivos. A passagem do tempo, que nos distância do superficial e nos aproxima da essência, e essa nova cena que renovou o fluxo criativo da minha terra, fazendo com que artistas diferentes possam existir ali. Entre outras coisas mais subjetivas”, demarca Pitty em depoimento no comunicado sobre o lançamento do álbum Matriz em abril.

Pitty e Lazzo Matumbi no estúdio em gravação de música do álbum 'Matriz' — Foto: Reprodução / Facebook Pitty
Pitty e Lazzo Matumbi no estúdio em gravação de música do álbum ‘Matriz’ — Foto: Reprodução / Facebook Pitty

Produzido por Rafael Ramos, o álbum Matriz foi gravado com a participação do cantor, compositor e músico soteropolitano Lazzo Matumbi.

“Lazzo é parte dessa Bahia fundamental, dessa pedra ancestral sobre a qual foi construída toda uma cultura. Apesar de termos sons e carreiras diferentes, nossa essência é parecida. Ele é luta, revolução, é o lado B da Bahia do qual eu sempre fiz parte e que me interessa mostrar. Da mesma forma, outros artistas que também participam do disco me remetem à essa baianidade visceral, que sempre foi a minha onda e que expresso através do rock, que é a essência da música que faço. É como se eu encontrasse meus pares nessa caminhada de volta pra casa”, conceitua a artista.