Composto há 35 anos, 'Desamor' integra o repertório do disco em que a cantora aborda a obra de Sombrinha.

Ao sair do Fundo de Quintal em 1993, grupo no qual permaneceu por 12 anos, Arlindo Cruz esboçou carreira solo com a edição do álbum Arlindinho, lançado naquele mesmo ano de 1993.

Só que o bamba carioca ainda precisaria esperar uma década para fazer sucesso na carreira individual. Tanto que, em meados dos anos 1990, Arlindo formou dupla com Sombrinha, outro bamba revelado no Fundo de Quintal.

O primeiro dos cinco discos da dupla foi lançado em 1996. Mas a parceria – uma das mais afinadas do samba carioca – já vinha sendo desenvolvida desde os anos 1980.

É dessa época, mais precisamente de 1984, o inédito samba Desamor, composto por Arlindo com Sombrinha, mas até então nunca gravado em disco.

Capa do álbum 'Trilha sonora', de Branka — Foto: Divulgação
Capa do álbum ‘Trilha sonora’, de Branka — Foto: Divulgação

Desamor vem à tona, 35 após a criação, no álbum que a cantora Branka lançará em 22 de novembro. Intitulado Trilha sonora, o álbum é inteiramente dedicado à obra autoral de Sombrinha, nome artístico do cantor, compositor e músico paulista Montgomery Ferreira Nunis (e não Nunes, sobrenome mais convencional).

Cantora e compositora de origem curitibana que se lançou como Karyme Hass antes de cair no samba e de adotar outro nome artístico, Branka dá voz no álbum Trilha sonora a oito sambas da lavra de Sombrinha, sob a direção musical de Carlinhos Sete Cordas, produtor dos dois discos anteriores da cantora, ambos já voltados para o samba.

Além da inédita parceria de Arlindo, há colaborações de Sombrinha com Moacyr Luz e Zélia Duncan. Branka tira os sambas de Sombrinha da ambiência tradicional através de arranjos dos pianistas Fernando Merlino, Gilson Peranzzetta e Leandro Braga.