Voz de Alagoas, Llari reúne os guitarristas Davi Moraes e Manoel Cordeiro em disco produzido por Donatinho
Foto: Tavinho Costa / Divulgação

♪ Foi a partir da leitura de livro sobre a cantora norte-americana Ella Fitzgerald (1917 – 1996) que a alagoana Larissa Gleiss decidiu adotar o nome artístico de Llari. E é como Llari que a cantora e compositora se apresenta em EP batizado com esse sucinto e sonoro nome artístico.

Gravado com produção musical de Donatinho e lançado na última segunda-feira, 15 de fevereiro, o disco reúne cinco composições, sendo que quatro são assinadas por Llari com parceiros como Pedro Soares e o próprio Donatinho. Três faixas já foram lançadas previamente em singles.

Mix sintetizado de referências de soul, R&B e lo-fi, Tara (Pedro Soares, Junior Bragazion e Llari, 2020) foi apresentada em 28 de agosto. Calor (Natália Matos, Donatinho e Pedro Soares, 2020) aportou em 6 de novembro no clima do carimbó em gravação feita com a adesão de Manoel Cordeiro, ícone da guitarrada paraense.

É assim (Hélio Ramalho, Pedro Soares e Llari, 2020) saiu em 8 de dezembro, erguendo ponte entre Brasil e Cabo Verde, país evocado inclusive nos versos em crioulo – dialeto local – escritos por Hélio Ramalho para a letra da música, gravada com o toque de outro celebrado guitarrista do universo pop brasileiro, Davi Moraes.

Capa do EP 'Llari', da cantora e compositora alagoana Llari — Foto: Tavinho Costa
Capa do EP ‘Llari’, da cantora e compositora alagoana Llari — Foto: Tavinho Costa

Também evocando a matriz pop africana, com o tempero do coco de roda e do reggaeton, Tranquilo (Wado, Pedro Soares, Donatinho e Llari, 2021) é uma das duas músicas do EP que permaneciam inéditas até então.

A outra novidade é Esquina de bamba (Alvinho Cabral, Llari, Donatinho, Pedro Soares, 2021), faixa que se desvia da cadência tradicional do samba no tom pop contemporâneo do EP Llari.

Antes do repertório desse disco, Llari tinha lançado somente dois singles, Caju e Flores no jardim, ambos editados em 2019.