Série da HBO tem entrevistas com Mia Farrow e Dylan Farrow, que repetiram a acusação de que Allen abusou sexualmente da enteada em 1992, quando ela tinha sete anos de idade.

Woody Allen em foto no Festival de Cannes de 2016 — Foto: Valery Hache/AFP
Woody Allen em foto no Festival de Cannes de 2016 — Foto: Valery Hache/AFP

Woody Allen e sua esposa Soon-Yi Previn fizeram críticas a um novo documentário da HBO que reexamina uma acusação de décadas atrás de que o cineasta vencedor do Oscar teria molestado sua filha adotiva Dylan Farrow, chamando a série televisiva de “crítica feroz repleta de falsidades”.

A HBO estreou o primeiro episódio da série documental de quatro capítulos “Allen v. Farrow” no domingo (21).

A série inclui longas entrevistas com a ex-companheira de Allen Mia Farrow e com Dylan Farrow, que repetiram a acusação de que Allen abusou sexualmente de Dylan em 1992, quando ela tinha sete anos de idade.

A série também contém novo material, incluindo entrevistas com pessoas que conheciam a família.

Pouco depois da transmissão do primeiro episódio, um porta-voz de Allen e Previn emitiu um comunicado dizendo que os autores do documentário “não têm interesse na verdade”.

“Em vez disso, passaram anos colaborando veladamente com os Farrows e seus potencializadores para montar uma crítica feroz repleta de falsidades”, diz a nota. “Como é sabido há décadas, essas acusações são categoricamente falsas”, acrescenta.

Allen, diretor vencedor do Oscar por “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” e outras comédias, já negou repetidamente a acusação de que teria molestado Dylan Farrow. Ele não participou do documentário.

O cineasta de 85 anos há muito defende a tese de que Mia Farrow fabricou a acusação de abuso contra ele e a plantou na mente de Dylan após descobrir que Allen tinha um caso com a filha adotiva da atriz, Previn, que tinha então 22 anos.